quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ericsson 3 de volta à regata e TeleAzul de leme novo

Depois duas semanas consertando o barco ininterruptamente em Taiwan, o Ericsson 3 soltou as amarras do porto de Hualien, onde concluíram os últimos reparos, e se dirige ao ponto onde "suspendeu" a regata, a 60 milhas da costa taiwanesa, para então se dirigir a Qingdao e receber os quatro pontos destinados ao quinto colocado na quarta perna da Volvo Ocean Race.
"Nós realmente trabalhamos como maníacos. O time de terra e os velejadores lutaram contra o relógio e agora estamos de volta na corrida. Eu realmente quero dar os créditos para toda a equipe pelo trabalho fantástico," declarou o skipper Magnus Olsson. Mesmo com a estimativa de chegada no porto chinês sendo de sexta-feira à noite ou sábado pela manhã, Olsson ainda se mantém otimista: "Não estamos pensando se durante a viagem vai estar frio e não estamos preocupados com os fortes ventos que vamos ter pela frente. Já estamos muito felizes por estar de volta à regata. E, ao mesmo tempo, temos que nos manter unidos."
Segundo o navegador, Aksel Magdahl, se a previsão do tempo da equipe estiver correta, os nórdicos demorarão 50 horas para chegar em Qingdao... bem na hora de pegar os quatro que participaram da in-port e largar junto com eles para a quinta perna.
Enquanto isso, na China, o Telefónica Blue avaliou que a melhora no desempenho no seu barco-irmão, o Telefónica Black, depois da troca dos lemes por outros maiores, foi significativa, e também vai fazer esta mudança estrutural. Com isso, o TeleAzul cede três pontos na luta pela liderança contra o Ericsson 4 e fica a apenas um ponto na frente do Puma, mas pergunte a Bouwe Bekking, skipper do time, se ele sente alguma culpa por esta decisão. "Nós achamos que vale a pena," disse o holandês.
Um dos motivos para a mudança foi o fraquíssimo desempenho do veleiro em situações de vento em popa, como na primeira perna, que ficaram em quinto lugar. "Em situações de ventos fortes de popa nós seremos beneficiados, assim como teremos algum benefício na orça," completou Bekking.

A escuna que mudou a vela pra sempre (Parte 2)

Eis aqui a segunda parte de mais um "Veleiros que marcaram a História", que esta semana traz para o amigo leitor a história da escuna America, idealizada por seis velejadores americanos que tinham como objetivo provar à Inglaterra que os Estados Unidos tinham tecnologia suficiente para competir igualmente com os grandes iates da nação que dominava os mares naquela época.
Como diz o saber popular, de nada adianta uma grande embarcação se você não tem uma tripulação suficientemente boa, e vice-versa. No caso da escuna americana, eles possuíam ambos; tinham um dos barcos mais velozes da época e tripulantes com muita experiência em navegar pelos baixios do Rio Hudson, que corta a cidade de Nova York. Dentre os tripulantes, há de se destacar a importância da escolha do skipper Richard Brown, um dos mais habilidosos membros dos "Pilotos de Sandy Hook", conhecidos mundialmente pela habilidade com que navegam por entre os inúmeros bancos de areia do Hudson.
Com a America longe da primeira posição, o skipper Brown tomou uma iniciativa ousada: no lado leste da ilha, os baixios do lado leste da Ilha de Wight (chamados de "Nab Rocks") costumavam ser deixados a bombordo pelos veleiros em competição. Porém, um barco que tivesse um piloto habilidoso poderia passar entre a terra e o "barco-farol" que demarcava o baixio. Com isso, a escuna da ex-colônia pulou para a primeira posição e, embora um dos adversários tivesse protestado, a comissão de regata declarou a manobra como legal e rejeitando o pedido de protesto, já que as regras não especificavam por qual lado o barco-farol deveria ser deixado.
Um pouco após as 18h00, a America cruzou a linha de chegada na frente dos outros 14 barcos do Royal Yacht Squadron (Real Esquadra de Vela) inglês, com uma diferença de oito minutos para o segundo colocado, o Aurora. Diz a lenda que a Rainha Victoria assistia à regata e, ao ver o veleiro americano ganhar a competição, perguntou quem era o segundo colocado. A resposta, que se tornou famosa, foi: "Ah, sua Majestade, não existe segundo!"
Dez dias depois, a história do veleiro se separou da do sindicato que ganhou a famosa corrida com ele. Enquanto a tripulação doou o troféu ao New York Yacht Club, que se tornou o defensor da Taça e mantenedor de uma série invicta de 132 anos, a America foi vendida por 3 vezes em 7 anos, sendo renomeada Camilla. Em 1860, a escuna voltou para os Estados Unidos sob o comando de Henry Edward Decie, que depois vendeu-a para os Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana, na qual a Camilla participou em diversos bloqueios navais à União. Dois anos depois, os ianques recuperaram o veleiro e o nomearam de novo como America, num período em que foi armada com três canhões que podiam atingir alvos a até um quilômetro.
Ao fim da Guerra de Secessão, a Marinha americana usou a escuna como barco-escola, e até a inscreveu na America's Cup de 1870, ficando com o quarto lugar. Em 1873, o veleiro passou de mãos de novo, desta vez para Benjamin Butler, que cuidava muito bem do barco. Porém, com a morte de Butler, a America foi passando por longos períodos de falta de manutenção, que prejudicavam muito a estrutura do veleiro.
Em 1921, o Fundo de Restauração da America comprou a escuna e doou-a à Academia Naval americana, sediada em Annapolis. Mesmo lá, a falta de manutenção deixou o velho barco em um estado crítico até que, em 29 de março de 1942 a carreta onde o veleiro estava cedeu e danificou seriamente a estrutura da histórica escuna, impedindo qualquer tentativa de restaurá-la. Finalmente, em 1945, os restos da carreta e da America foram queimados, terminando assim com a vida de um barco que participou ativamente do início da vela como esporte, e que deu a largada para a disputa centenária da taça que leva seu nome.
fonte: Wikipédia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"O que estamos tentando fazer é quase impossível. Mas nós vamos conseguir!"

Faltam apenas 4 dias para o início da quinta perna da Volvo Ocean Race, e todas equipes estão mais do que determinadas em vencer todos os desafios que aparecerem na frente. Ericsson 4, Telefónica Blue, Puma Ocean Racing e Green Dragon estão mais tranquilos, já que ganharam os pontos da in-port e ainda têm o resto da semana para praticar. Mas já os outros...
Telefónica Black e Delta Lloyd estão fazendo os últimos preparativos nos barcos para enviá-los de navio para o Rio de Janeiro, onde concluirão os reparos e treinarão para a regata in-port que ocorrerá na Cidade Maravilhosa. O TeleNegro será embarcado em Singapura, onde o skipper Fernando Echavarri falou um pouco sobre a situação do veleiro: "Consertamos o barco rapidamente nas Filipinas até um estado no qual poderíamos levá-lo velejando até Singapura. Ficamos felizes com a volta, com vento em popa a maior parte do tempo, foi tudo fácil no barco. Passamos quatro dias para deixar o barco pronto para o transporte, e hoje iremos prepará-lo para deixá-lo acomodado no navio."
Já o time holandês, comandado por Chuny Bermudez, não tem tanta folga assim. De Taiwan, onde abandonou a quarta perna, o Delta Lloyd seguiu de navio para Hong Kong, para enfim ser transportado até o Rio de Janeiro. Estima-se que chegarão ao Brasil em 11 de março, 1 semana depois da previsão de chegada dos barcos que correrão a quinta perna. Porém, a equipe ainda terá que conduzir os extensos reparos na proa, e ainda proceder com a colocação de um novo mastro.
Contudo, a situação do Delta Lloyd parece uma calmaria na frente da tormenta que cerca o Ericsson 3, como a fala de Magnus Olsson no título da postagem mostra. O time nórdico planeja completar a quarta perna, fazer um pit-stop em Qingdao e prosseguir com a "maratona" até o Rio de Janeiro... o que pontos extras em jogo não fazem! Para turbinar ainda mais a tripulação, dois veteranos foram chamados para compôr a tripulação: o sueco de 37 anos Magnus Woxen, que correu as últimas 3 VOR's; e o norueguês Arve Roaas (na 2ª foto), de 47 anos, que participou na última VOR a bordo do Ericsson. Ambos estão muito animados com o potencial da equipe: "É realmente um grupo muito bom de pessoas, e acho que não vai ser um problema entrar na equipe no meio da regata," disse Woxen. "O Volvo Open 70 é uma máquina de velejar a sério - e tem todo o meu respeito. Eu realmente estou esperando por correr com o barco, passar o Cabo Horn e chegar ao Rio," afirmou Roaas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Torben leva Ericsson 4 de volta ao primeiro lugar




E aconteceu! Depois de dois dias de retardamentos e adiamentos, a regata in-port de Qingdao, válida pela Volvo Ocean Race, foi disputada hoje pela manhã (início da madrugada, horário da Bahia), com o Ericsson 4 conquistando, nas duas regatas que compõem o resultado, um primeiro (depois de uma grande batalha nas brisas chinesas com o Green Dragon) e um segundo lugar (com ventos mais fracos ainda, com o Telefónica Blue passando à frente com estilo).
Com isso, Torben Grael levou o Ericsson 4 a uma liderança um pouquinho só mais folgada na classificação geral, com 4 pontos na frente do Telefónica Blue de Bouwe Bekking. No terceiro lugar da in-port, ficou o Puma Ocean Racing de Ken Read, que ganhou nos critérios de desempate do Green Dragon e abriu uma dianteira de 11 pontos sobre o time de Ian Walker.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Comunidade Náutica Baiana está de LUTO.

É com pesar que informamos que um velejador foi morto à bordo de uma embarcação fundeada em Itaparica, hoje, por volta das 2h20min da madrugada.

Tragédia anunciada?

Não sabemos...

Sabemos apenas que este foi o quinto assalto a mão armada envolvendo embarcações fundeadas em Itaparica em um pouco mais de doze meses. No início, roubaram apenas pertences, no mês passado espancaram um casal de franceses e, agora, assassinaram à sangue frio um velejador que dormia à bordo da embarcação nas imediações da Marina de Itaparica.

Em agosto de 2008 a FENEB promoveu uma mesa redonda envolvendo os clubes náuticos, o Prefeito de Itaparica com seus respectivos secretários e velejadores para discutir sobre o tema. Foram relacionados alguns pontos sugeridos pelos presentes resultando num manifesto que foi entregue ao Prefeito naquela ocasião. Criou-se também, naquela época, um grupo composto por representantes de cada um dos clubes da Baia de Todos os Santos-BTS e de representantes da Prefeitura de Itaparica. Infelizmente, por conta das eleições municipais, o grupo enfraqueceu-se e se dissolveu antes de atingir seus objetivos.

Hoje, a FENEB, por intermédio da SUDESB, solicitou uma audiência com o Governador do Estado da Bahia envolvendo a Capitania dos Portos, a Prefeitura de Itaparica e os comodoros dos Clubes Náuticos com o objetivo de mediar a busca de uma solução definitiva para a segurança no mar, especialmente no que tange ao fundeio em Itaparica.

A escuna que mudou a vela pra sempre (Parte 1)

Era o ano de 1851. Um grupo de seis americanos queria provar para o "Velho Mundo" (no caso, os ingleses) que a ex-colônia já tinha tecnologia suficiente para construir veleiros que não seriam apenas competitivos, mas superiores ao da "metrópole" Inglaterra. A escuna de 100 pés, que seria construída apenas com esse propósito, acabou dando seu nome àquela que é a competição mais antiga de todo o mundo. Hoje, no "Veleiros que marcaram a História", a estrela é a America, que iniciou a disputa que hoje é conhecida como America's Cup.
Desenhada para ser veloz, a escuna media 101 pés e 3 polegadas (30.9 metros), mas possuía uma linha d'água muito menor, de apenas 89 pés e 10 polegadas (27.39 metros). Isso dava à America uma vantagem ao adernar, e a área vélica de 492 m² transformava-a numa verdadeira máquina de velejar. A idéia de construí-la partiu de John Cox Stevens e outros cinco sócios do New York Yacht Club, que queriam construir um veleiro para mostrar as habilidades da construção naval americana na Inglaterra, além de ganhar dinheiro ao competir em regatas.
A imprensa náutica britânica já acompanhava a construção da escuna, já com uma certa cautela. Ao chegarem no porto de Cowes, na ilha de Wight, no dia 31 de julho, o veleiro inglês Laverock logo apareceu e desafiou o veleiro americano. Embora haja uma contradição nos resultados, Stevens depois afirmou que a America venceu o desafio, desencorajando outros barcos britânicos a enfrentarem o time da ex-colônia. Depois de quase um mês sem encontrar um adversário, a America aceitou participar da regata de 53 milhas que daria a volta no sentido horário pela ilha de Wight, aberta para todos os veleiros e "bico-de-proa", ou seja, sem ratings.
Às 10 da manhã do dia 22 de agosto, foi dada a largada para a regata do Royal Yacht Squadron, mas a America largou atrasada devido a um problema na âncora, o que deixou-a atrás dos outros 14 competidores, todos ingleses. Parecia que tudo ia dar errado para o promissor veleiro americano, que tentava provar a competência dos estaleiros ianques para o centro da vela mundial na época, que era a Inglaterra. Após algum tempo de regata, a escuna conseguiu recuperar algum terreno e ficar no quinto lugar, mas a única coisa que interessava à tripulação era o primeiro lugar. Mas as águas da ilha de Wight reservavam uma surpresa tática que apenas a America e o seu skipper Richard Brown teriam a coragem de executar.
Na segunda parte da nossa reportagem, na quarta-feira, descubra como foi o fim da regata nas águas do Solent e o início de uma das séries de vitórias seguidas mais longas do esporte mundial, que durou 132 anos, e saiba qual foi o destino da America depois da histórica regata contra os ingleses, e todas as aventuras pelas quais ela passou aqui, no "Veleiros que marcaram a História".

Sem neblina... mas também sem vento!

O sol apareceu hoje em Qingdao e o vento prometia ter força suficiente para permitir uma "corrida justa." Mas a brisa "deu um bolo" nos quatro times, na comissão de regata e em todos que apareceram nas docas chinesas para prestigiar a regata in-port da Volvo Ocean Race, e forçou o adiamento da regata pela segunda vez, para segunda-feira.
A comissão bem que tentou e não se deu por vencida, e o fato da manhã ter sido de céu limpo já favorecia as condições para que o evento fosse realizado, e ao meio-dia (01h00, horário da Bahia) a flotilha saiu do porto de Qingdao e se dirigiu à raia, esperando apenas o aval da comissão de regata para começar a luta pelos quatro pontos destinados ao vencedor. Porém, mesmo duas horas depois ainda não havia sinal de vento, com o Puma e o Green Dragon já começando a ensaiar uma "saída à francesa".
Por fim, às 14h15 (03h15, horário da Bahia), o tempo limite expirou e ganhou do comitê de regata. O CEO da Volvo Ocean Race e participante da edição 2005-2006 a bordo do Brasil 1, Knut Frostad, confirmou que haverá outra tentativa amanhã, com a expectativa de condições mais favoráveis. Com apenas 1.5 nó de vento, nem os poderosos VO70's podem fazer milagre.
Siga as últimas notícias sobre a regata in-port de Qingdao aqui no Blog da FENEB diariamente pela manhã!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Tente outra vez..."

A sica de Raul Seixas ilustra bem o que aconteceu hoje pela manhã (madrugada, horário da Bahia) nas águas do porto chinês de Qingdao. A organização da Volvo Ocean Race e os quatro veleiros participantes bem que tentaram, mas a intensa neblina que caiu sobre a raia da regata in-port, junto com a falta extrema de ventos, forçaram o adiamento da regata para amanhã.
"Hoje foi difícil pra todo mundo. Tentamos ficar por lá o máximo possível, mas não era pra ser hoje. Vamos tentar de novo amanhã," disse o oficial da comissão de regata Bill O'Hara. "Por alguns minutos, o cenário se mostrou promissor, mas no final, nós não tínhamos condições de realizar uma regata boa. Os times foram perfeitos, nos deram suas opiniões e estavam querendo esperar por lá o máximo possível. Espero que esteja melhor no domingo," completou O'Hara.
O vento parou desde o início da manhã no porto chinês, e a organização ficou apreensiva, adiando cada vez mais o horário de largada. Os veleiros disputariam duas regatas, mas se as condições não permitirem a segunda corrida, a primeira apenas basta para contar como o resultado da regata in-port. Para amanhã, as duas regatas continuam de pé, basta Éolo ajudar e soprar bons ventos para a flotilha.
Embora um pouco desapontados, os times concordaram plenamente com a decisão da comissão de regata de cancelar as competições de hoje. "O comitê de regata tomou uma decisão absolutamente correta," disse o skipper do Puma Ocean Racing (na 2ª foto, com o Ericsson 4 por trás), Ken Read. "Foi desapontante. Não acho que nós pudéssemos fazer alguma coisa pra mudar a situação. Muitas pessoas vieram aqui para ver a corrida dos barcos e elas estarão desapontadas, mas com fé poderemos correr amanhã," disse Ian Walker, comandante do veleiro "da casa", o Green Dragon. Mas Walker não perdeu nem um pouco do bom humor: "Eu volto aqui qualquer dia da semana se estiverem pontos em jogo!"
Mesmo assim, as previsões de amanhã não são nada animadoras, com ventos de 4 a 6 nós, podendo subir a 8 nós, e muita neblina. O Blog da FENEB está acompanhando e trará as últimas notícias sobre a in-port de Qingdao assim que possível.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Conferência de imprensa cautelosa em Qingdao


da esquerda para a direita: Ian Walker (Green Dragon), Iker Martinez (Telefónica Blue), Torben Grael (Ericsson 4) e Ken Read (Puma Ocean Racing)


"Iker, a sua experiência Olímpica em Qingdao dará uma vantagem na hora de decifrar estas águas?"
Martínez, o co-skipper do Telefónica Blue, sugeriu que não.
"Ian, você sente alguma pressão extra em alguma das suas 'casas'?"
Walker, o skipper do time sino-irlandês Green Dragon, simplesmente mexeu os ombros.
"Você pode identificar um favorito, Torben?"
Se Grael, o atual líder e comandante do Ericsson 4, pudesse, ele certamente não queria falar em voz alta.
"Kenny, qual a importância de uma boa largada?"
Read, o homem comandando il Mostro (O Monstro), mais conhecido como Puma, não podia responder confiantemente sem antes ver uma análise da corrente local.

A incerteza caiu sobre os skippers dos quatro veleiros sobreviventes da Volvo Ocean Race na conferência de imprensa realizada hoje às 13h30 (02h30, horário da Bahia) em Qingdao. O assunto era a regata in-port de amanhã, mas o fato de apenas quatro skippers estarem presentes e a previsão meteorológica indicar apenas 2 a 7 nós de vento deu um ar surreal ao encontro.
Nenhum dos comandantes fazia idéia - ou pelo menos não aparentava fazer - de como seriam as condições amanhã. A última in-port com pouco vento foi realizada em Alicante, na Espanha, antes do início da primeira perna, com o Telefónica Blue conquistando a vitória. Dizem que os azuis levariam alguma vantagem em ventos fracos, além da experiência do co-skipper Iker Martinez e de Xabier Fernandez nestas águas, onde treinaram por três anos e conseguiram uma medalha de prata nas Olimpíadas. "Nós passamos um tempo velejando por aqui até conseguir uma boa velocidade com nosso barco e saber como são os ventos e as marés. Mas eu acho que com estes barcos (VO70's), não irá fazer tanta diferença. Eu acho que esse conhecimento local não será a coisa mais importante. Nessas corridas curtas temos que fazer montes de manobras, e eu acho que isso irá fazer diferença," disse Martinez.
Ken Read também usou de diplomacia quando teve de responder às perguntas: "Acho que nós velejamos muito com pouco vento, mas o ponto aqui, como Iker falou, é que os barcos que eram bons pra velejar com ventos fracos agora têm competição vinda dos outros apenas porque os outros aprenderam a velejar com brisas. Nós temos a grande genoa que podemos manobrar na força do braço em pequenos percursos. É bem provável que todo mundo tenha escolhido ela," disse o skipper do Puma Ocean Racing.
O brasileiro Torben Grael e a sua equipe no Ericsson 4 estão "numa boa". Mesmo com o terreno perdido para o Telefónica Blue na briga pela liderança, Torben pareceu tranquilo na conferência: "Nós estamos bem. A corrida está sendo boa pra gente. Os ventos estiveram bem fracos durante o tempo que estivemos aqui e não vejo nenhuma mudança pra este fim de semana. Se os ventos forem fracos assim, não duvido que todo mundo vai usar os grandes (Code) Zeroes. Eles fazem o barco andar mais rápido, mas as manobras mais lentas. Deve ser uma regata interessante, qualquer um pode vencer."
Ian Walker, sofrendo a pressão local por representar a China na corrida, aparentava estar menos relaxado, pois tinha acabado de descer o barco na água: "A equipe de terra fez um trabalho fantástico. Estamos prontos para correr e agradecemos a eles. A largada é sempre a parte mais importante mas eu ainda não tive oportunidade de velejar e saber como estão as coisas, por isso eu preciso ir lá hoje e tirar minhas próprias conclusões."
A incerteza parece ser a única certeza para esta in-port. Mesmo assim, o skipper do Green Dragon parecia estar animado: "Já temos garantido um lugar no top 4!" A in-port amanhã será às 13h00 (02h00, horário da Bahia), e o Blog da FENEB trará um resumo completo de como foi a regata logo pela manhã.