sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

America's Cup rouba a cena na conferência de imprensa do Louis Vuitton Trophy

Na teoria, a conferência de imprensa ontem no Royal New Zealand Yacht Squadron tinha como pauta a etapa de Auckland do Louis Vuitton Trophy. Na prática, a 34ª America's Cup virou o tema da conversa com Grant Dalton, CEO do Emirates Team New Zealand (RNZYS/NZL), e Bruno Troublé, diretor de eventos da Louis Vuitton.
Este é o primeiro evento que envolve equipes candidatas à Auld Mug desde o 33º desafio pela Taça e poderá ser utilizado pelos times para discutir assuntos pertinentes sobre a próxima disputa, que deverá voltar ao sistema de multi-challenger (múltiplos desafiantes). Nos bastidores, as equipes correm para efetuar contratações importantes visando o futuro da campanha rumo à Copa.
Sobre o processo consultativo defendido pelo BMW Oracle Racing (GGYC/EUA), detentor da America's Cup, o CEO da equipe anfitriã demonstrou confiança nos americanos: "Qualquer que seja o caminho que a Copa for, nós temos que estar prontos para segui-la. Tudo que eles disseram desde julho de 2007 foi feito e eles se mantiveram constantes - o envolvimento dos challengers, consulta, regras justas. Se isso vai mudar ou não, temos que esperar pra ver. Mas até agora, eles não mudaram uma vírgula desse compromisso," afirmou Dalton.
Quando perguntados se correr com multicascos seria uma melhor opção, os entrevistados pareciam ter pontos de vista diferentes. Enquanto Dalton sustentava um discurso favorável, Troublé usou o exemplo da classe de trimarãs ORMA 60 para embasar a sua opinião: "Essa classe só durou dois anos na França. As regatas eram todas ganhas pelo barco que só cambava uma vez na perna de contravento, o barco que cambava duas vezes era segundo e por aí vai."
Seguindo o exemplo da 33ª America's Cup em Valencia, o público mundial também terá a oportunidade de acompanhar as emoções do Louis Vuitton Trophy ao vivo na internet. Já os neozelandeses, tradicionalmente apaixonados pelo iatismo, poderão assistir às regatas em um telão na região do porto de Auckland, enquanto a rede de TV ONE terá resumos diários das regatas e transmitirá em sinal aberto os dois últimos dias de competição.

Fonte: Sail World e Louis Vuitton Trophy
Foto 1: Gareth Cooke / SubZero Images
Foto 2: Sally Collison / Louis Vuitton Trophy Nice Côte d'Azur

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Desafiante da próxima America's Cup confirmado no Louis Vuitton Trophy

A equipe italiana Mascalzone Latino Audi Team (CNR/ITA), atual challenger (desafiante) da America's Cup, confirmou a sua participação na etapa de Auckland do Louis Vuitton Trophy, que acontecerá entre os dias 09 e 21 de março. Outras sete equipes participarão dos match races na Nova Zelândia a bordo de dois barcos da IACC (Classe Internacional America's Cup) fornecidos pelos anfitriões do Emirates Team New Zealand (RNZYS/NZL).
O NZL 84 e o NZL 92 foram utilizados pela equipe kiwi durante a campanha vitoriosa na Louis Vuitton Cup de 2007 e na 32ª edição da America's Cup, na qual os suíços do Alinghi (SNG/SUI) venceram os neozelandeses por 5-2. Depois, os barcos foram utilizados na Louis Vuitton Pacific Series, realizada também em Auckland durante o ápice da batalha judicial pela 33ª America's Cup, e que terminou com a vitória da equipe da casa.
Quem passa pelo porto de Auckland tem a chance de observar o trabalho de preparação dos dois veleiros após um ano guardados e poderá ver durante o campeonato a movimentação das equipes na ida e na volta da raia de competição. Começando na terça-feira 09, a programação prevê um sistema round-robin (todos-contra-todos) com quatro match races diários, com os melhores classificados passando à fase de "mata-mata" até a grande final marcada para o domingo 21.

Confira a lista das equipes confirmadas na 2ª etapa do Louis Vuitton Trophy em Auckland, Nova Zelândia, clicando aqui.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cidade do Cabo confirmada na VOR 2011-12

Ainda faltam cerca de 18 meses para a flotilha da Volvo Ocean Race 2011-12 soltar as amarras do porto espanhol de Alicante e partir em direção a uma intensa aventura através dos mares do mundo que atrai os olhares e atenções de milhões de pessoas em todo o planeta. Na tarde de ontem, a organização da VOR deu início à "temporada de anúncio dos portos-sede", escolhendo a Cidade do Cabo como primeira parada da volta ao mundo.
A edição 2011-12 será a oitava vez na história que o porto sul-africano receberá a flotilha da regata, numa parceria que remonta a 1973-74, quando a regata ainda se chamava Whitbread Ocean Race. Existe uma extensa programação de eventos relacionados à vela durante o período em que a flotilha estiver ancorada aos pés da Table Mountain, incluindo a realização de uma regata in-port.
"Recebemos propostas de muitas cidades diferentes, cada uma com suas culturas, especialidades e desafios. Passamos um longo tempo avaliando cuidadosamente mais de 80 propostas de portos ao redor do mundo que desejavam sediar o evento antes de tomar nossas decisões. Como continuamos a melhorar e exigir mais dos nossos portos de parada, é ótimo termos a Cidade do Cabo ao nosso lado compartilhando a mesma visão e ambições," afirmou Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race.
De acordo com a organização da VOR, a próxima cidade a ser anunciada será o porto-sede da chegada da última perna, enquanto a lista completa do percurso ao redor do planeta será divulgado no próximo mês de março. Até agora, duas equipes confirmaram a participação na edição 2011-12: o Italia 70, de Giovanni Soldini, e os franceses do Groupama, de Franck Cammas

Fonte: Sail World
Foto 1: Rick Tomlinson / Volvo Ocean Race
Foto 2: Wikipédia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

America's Cup chega a San Francisco e parte em tour pela Califórnia

Dez anos de preparação e três tentativas depois, Larry Elisson e sua equipe BMW Oracle Racing (GGYC/EUA) finalmente conseguiram trazer a America's Cup de volta pra casa. Mas quem pensou que eles iam descansar quando chegassem estava redondamente enganado. Antes, o time americano partiu em tour pela Califórnia para agradecer ao apoio de duas cidades extremamente importantes na caminhada rumo à conquista: San Francisco e San Diego.
Na sexta-feira, a "velha caneca" e os membros do BMW Oracle Racing deixaram Valencia com destino a San Francisco, com uma breve conexão na cidade alemã de Frankfurt. O time foi recebido pelos fãs no aeroporto e logo depois seguiu para o Golden Gate Yacht Club, patrono da equipe. A grande festa foi no sábado, quando a prefeitura de San Francisco ficou pequena para a multidão que queria ver e saudar os responsáveis por trazer a Copa de volta à "terra dos livres e casa dos bravos".
No domingo foi a vez de San Diego, base de operações e treinamento do BMW Oracle Racing durante 16 meses, receber a visita da Taça. A recepção na cidade foi feita pelo San Diego Yacht Club, famoso mundialmente pela primeira "volta" do centenário troféu aos Estados Unidos após quatro anos nas mãos dos australianos. Lá, a Auld Mug foi embarcada numa réplica da escuna America, primeira vencedora da Copa em 1851, e partiu em procissão pela Baía de San Diego junto com a flotilha local.
A equipe afirmou que há a possibilidade de estender o tour também à costa leste americana na próxima semana, para que todo o país tenha a oportunidade de saudar a Copa com um "welcome home" - "bem-vinda de volta".

Fonte: Sail World
Fotos: Gilles Martin-Raget / BMW Oracle Racing

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Futuro da vela brasileira em ação na Turquia!

Já estão definidos os jovens atletas que vão representar o nosso país no Mundial da Juventude de Vela ISAF, marcado para o mês de julho na mística cidade de Istambul, na Turquia. Dos 70 velejadores que participaram em Brasília na Copa da Juventude, seletiva brasileira para o Mundial, 12 velejadores de 8 classes garantiram a classificação para defender o Brasil nas águas turcas.
A cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, foi a anfitriã da última edição do Mundial da categoria e viu sete países diferentes levarem a medalha de ouro pra casa em casa uma das sete classes. A delegação verde-e-amarela se destacou na classificação geral, empatando em terceiro lugar com a equipe de Singapura com uma medalha de ouro (Martine Grael e Kahena Kunze, no 420) e uma medalha de bronze (Renato Amaral, no windsurf RS:X). O país campeão foi a França, com uma medalha de ouro, duas de prata e duas de bronze.
A grande novidade este ano é a introdução dos monotipos de alta performance, sendo escolhida a classe 29er. As outras categorias abertas à competição são monotipo individual (Laser Radial) masculino e feminino, monotipo de dupla (420) masculino e feminino, windsurf (RS:X) masculino e feminino e multicasco (Sirena SL 16) aberto.
Confira a lista dos representantes brasileiros no Mundial da Juventude 2010:

* Lucas Mesquita (ICRJ/RJ) - Laser Radial Masculino
* Maria Cristina Boabaid (ICSC/SC) - Laser Radial Feminino
* Felipe Alencar (BVC/RJ) - RS:X Masculino
* Lélia Monti (ICRJ/RJ) - RS:X Feminino
* Felipe Oliveira e Alan Dale (YCSA/SP) - 420 Masculino
* Luisa Prado e Ursula Puetter (ICRJ/RJ) - 420 Feminino
* Daniel Souto e Sérvio Andrade (ICPB/SC - ICB/DF) - Sirena SL 16
* João Figueiredo e Pedro Petersen (ICRJ/RJ) - 29er

Fonte: CBVM, Iate Clube de Brasília e ISAF Youth Worlds
Foto: Dave Kneale / ISAF Youth Worlds

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vitória do BMW Oracle abre as portas para retorno de equipes e patrocinadores na próxima America's Cup

Terminada a maior festa do mundo em Salvador e a mais desejada competição do esporte náutico em Valencia, chega a hora de analisar as consequências do retorno da America's Cup às mãos dos yankees depois de 15 anos viajando pelo mundo devido à vitória do challenger (desafiante) BMW Oracle Racing (GGYC/EUA) por duas regatas a zero sobre o defensor Alinghi (SNG/SUI).
Definitivamente, a conquista do time de Larry Ellison vai muito além do simples retorno do troféu à terra das stars and stripes ("estrelas e listras," em referência à bandeira dos EUA). A descrença causada pelos 31 meses de disputa judicial entre a Société Nautique de Genéve e o Golden Gate Yacht Club pelo futuro do centenário troféu e o afastamento das grandes equipes da vela mundial (e, consequentemente, dos seus patrocinadores) parecem ter chegado a um fim, fazendo parte de um período turbulento que começou com a vitória dos suíços em 2007 na mesma raia de Valencia.
O dono da equipe americana, que também é CEO e co-fundador da empresa de tecnologia Oracle, até tentou fazer algum mistério sobre o desafio recebido ainda no domingo mas logo confirmou-se o boato de que o Club Nautico di Roma, representado pelo Mascalzone Latino Audi Team (CNR/ITA, na foto treinando em Valencia para o Louis Vuitton Trophy), seria o challenger para a 34ª edição da Copa. Contudo, caso surjam outros clubes interessados em desafiar os defensores, a America's Cup voltará a ter a mesma cara de antes, com um torneio (que possivelmente terá o costumeiro nome de Louis Vuitton Cup) entre os candidatos para definir quem será o challenger oficial.
Nas conferências de imprensa, os chefes do time deram sinais de que a próxima disputa pela Auld Mug ("a antiga caneca") será diferente da que eles acabaram de ganhar. "Teremos um gerenciamento independente para todos os aspectos competitivos da regata. Creio que é importante para todos os competidores saber que as regras serão justas e iguais para todos," afirmou Russell Coutts, CEO da equipe. Quanto às especulações sobre a próxima raia, a imprensa especializada lista Newport (histórica raia da Copa por 53 anos) e San Diego (última raia americana da Copa) como favoritos além de San Francisco, porto do Golden Gate Yacht Club. Ellison, contudo, cita todas as escolhas da mídia, incluindo Valencia, como "possibilidades".
Tirando os capítulos de disputa judicial que por momentos pareciam infindáveis, o que vai ficar para a História é a fantástica disputa entre os dois mais rápidos veleiros de todos os tempos, vencida com maestria pelo trimarã americano capaz de velejar duas vezes e meia mais rápido que o vento e sua espantosa vela rígida, 55% maior que a asa do maior avião já construído. Citações da mídia como "The Wing is King" ("A asa é a rainha") e "o fim da era do vento aparente vindo por trás" definirão pra sempre os veleiros incríveis construídos por americanos e suíços. "Ainda não caí na real. A única parte ruim (de ter vencido) é que não iremos mais velejar neste barco. Nós todos queríamos velejar nele todo dia. É um barco muito especial e muito gratificante de velejar," contou James Spithill, skipper do BMW Oracle Racing.
A vitória do clube californiano na America's Cup foi comemorada como o pentacampeonato brasileiro no futebol em 2002. Manter o troféu na "terra dos livres e casa dos bravos" é questão de honra para os americanos, que buscam recuperar a Taça perdida em 1983 para os australianos. Por curiosidade, um dos principais responsáveis pela vitória do BMW Oracle Racing em Valencia, o skipper James Spithill, nasceu na "terra dos cangurus".
Mês que vem, as principais equipes do mundo estarão reunidas em Auckland, na Nova Zelândia, para a segunda etapa do Louis Vuitton Trophy e provavelmente se reunirão para discutir os termos para participar na disputa pelo lugar de challenger na próxima America's Cup. Fique por dentro de tudo que acontece no cenário da vela mundial com a gente, no Blog da FENEB!

Foto 1: Carlo Borlenghi / Alinghi
Foto 2: Richard Gladwell / Sail World
Fotos 3 e 4: Juerg Kaufmann / www.go4image.com

domingo, 14 de fevereiro de 2010

USA 17 vence segunda regata e leva America's Cup de volta aos EUA

Golden Gate Yacht Club - Vencedor da 33ª America's Cup 2010
É oficial: o Alinghi 5 (SNG/SUI) decidiu não prosseguir com o protesto, oficializando o resultado na água. O USA 17 - BMW Oracle Racing (GGYC/EUA) vence a segunda regata da série "melhor-de-três", faz 2-0 no placar e vence a 33ª America's Cup!
Parabéns à tripulação yankee pela grande vitória na água, que já era comemorada por toda a comunidade náutica americana antes mesmo do resultado oficial. Depois de 15 anos longe do território americano, a Taça mais importante do iatismo mundial está indo "de volta pra casa".
"The America's Cup is American again!"
(A America's Cup é americana de novo!)
Confira o relato completo logo mais aqui no Blog da FENEB!

"Velejar te ensina a ser paciente": 2ª regata da America's Cup com emoção desde o início

Depois de mais de quatro horas de espera, as brisas de sudeste firmaram-se em Valencia e possibilitaram a realização dos procedimentos de largada para a 2ª regata da 33ª America's Cup, que promete ser muito melhor do ponto de vista do match racing do que a primeira regata.
Os suíços do Alinghi 5 (SNG/SUI) não tiveram uma boa largada pois foram penalizados por estar dentro da área de largada antes do tempo permitido e precisam cumprir a punição de 270º. Com isso, os americanos do USA 17 - BMW Oracle Racing (GGYC/EUA) largaram limpo e amurados a boreste.
Velejando em bordos opostos, a separação lateral entre os competidores chegou a ser de 3 quilômetros. Quando o USA 17 abriu 300 metros de frente, comentários no twitter sugeriam que o "erro infantil" do Alinghi 5 havia lhes custado a Taça e que o jogo já estava ganho pelos americanos. É verdade que a confiança está na altura das nuvens do lado yankee, inclusive com notícias sobre um possível acordo para a disputa da 34ª edição da Copa em caso de vitória do time de Larry Ellison.
Antes da metade da primeira perna, os americanos cambaram para o mesmo bordo dos suíços e continuavam a frente, "confirmando" a tão falada superioridade da vela-asa. Contudo, num golpe tático impressionante, os suíços cambaram, ficaram amurados a boreste e pegaram carona numa rajada que os impulsionou para a liderança enquanto os yankees pareciam estáticos na raia.
Quando o USA 17 cambou, já era tarde. O Alinghi 5 pulou à frente, velejando melhor e com mais velocidade em direção ao rumo, impressionando ao público que acompanha a regata ao vivo no site oficial da 33ª America's Cup. Ainda antes da metade da primeira perna de contravento, os helvéticos já estavam 500 metros na frente e prometendo empatar a disputa pela Taça.

Sindicato italiano já tem documentos prontos para 34ª America's Cup, diz jornal

A 33ª America's Cup ainda nem terminou e correm rumores por trás dos panos de que, em caso de vitória americana, tudo já está acertado para que a próxima disputa seja em 2013 na famosa raia de Newport, casa da Copa por 53 anos. Segundo o jornal italiano La Gazzeta dello Sport, uma representante da equipe Mascalzone Latino Audi Team (CNR/ITA, na foto o fundador Vicenzo Onorio) está com toda a documentação do desafio italiano pela 34ª edição do troféu pronta para ser entregue, dependendo apenas que o USA 17 (GGYC/EUA) cruze a linha de chegada à frente do Alinghi 5 (SNG/SUI) nesta segunda regata.

De acordo com o jornal, a advogada da equipe italiana Alessandra Pandarese está a bordo do yacht do fundador do time americano Larry Ellison portando toda a papelada necessária para oficializar o desafio pela Copa. A vitória do BMW Oracle Racing também traria de volta o patrocínio da Louis Vuitton, afastada da America's Cup desde que o embate judicial começou em 2007, e a volta da disputa da centenária Copa à famosa raia de Newport, raia escolhida pelo New York Yacht Club para sediar os desafios pela Taça entre 1930 e 1983.

A cidade de Newport, localizada no estado de Rhode Island, é uma importante base da Marinha americana e foi a residência de verão dos presidentes americanos entre as gestões de Dwight D. Eisenhower e John F. Kennedy. Após a quebra da bolsa nova-iorquina em 1929, a cidade foi escolhida como a nova raia-sede da America's Cup pelo New York Yacht Club, detentor da mais longa série de vitórias do esporte mundial. No ano seguinte, o Enterprise (NYYC/EUA) manteve a Taça nos Estados Unidos ao vencer os irlandeses do Shamrock V (RUYC/GBR) na 14ª edição.

A última America's Cup em Newport foi em 1983 (25ª edição), quando o Australia II (RPYC/AUS, na foto) venceu o Liberty (NYYC/EUA) por 4-3 depois de estar perdendo por 1-3 e encerrou os 132 anos de hegemonia dos americanos na vela mundial. Depois de quatro anos em Perth, a Taça voltou aos Estados Unidos pelas mãos do sindicato Stars and Stripes 87 (SDYC/EUA), que venceu os anfitriões do Kookaburra III (RPYC/AUS) por incontestáveis 4-0. O troféu não volta aos EUA desde 1995, quando o Black Magic (RNZYS/NZL) venceu o Young America (SDYC/EUA) na 29ª edição, e o USA 17 (GGYC/EUA) é o veleiro que chegou mais próximo de trazer a Copa "de volta pra casa" desde então.


Foto 1: Mascalzone Latino
Foto 2: WikiMapia